A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) vai fazer uma série de ações, ainda neste semestre, visando aumentar o trabalho, no Pará, direcionado à saúde da mulher. Foi o que revelou nesta quinta-feira (25) a coordenadora estadual da Saúde da Mulher, Michele Monteiro, durante uma reunião em que secretários municipais de saúde procuraram debater e avaliar o uso do Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero (Siscolo) e do Sistema de Informação do Câncer da Mama (Sismama).
A reunião, que aconteceu no hotel Sagres, chamou a atenção de mais de 500 participantes, dentre os quais das secretarias de saúde dos 143 municípios paraenses, Sespa, Ministério da Saúde, Instituto Nacional do Câncer (Inca), Hospital Ophir Loyola, Universidade Estadual do Pará (Uepa), Laboratório Central do Estado (Lacen) e Sociedades Brasileiras de Mastologia e Cipatologia, que tiveram a oportunidade de saber como o trabalho em prol das mulheres está sendo desenvolvido não somente no Pará como em todo o país.
A representantes do Inca Ana Ramalho falou sobre a intensificação das ações de controle do câncer do colo do útero na região Norte, que já tem, pelo Ministério da Saúde, uma ação programada para fazer reduzir, em dez anos, 70% da incidência do câncer do colo do útero nos estados nortistas. O Pará, segundo ela, apresenta atualmente 15% dos óbitos de mulheres com câncer de colo do útero, enquanto no sul do país o percentual já está em 6%. Por isso, o Ministério da Saúde resolveu intensificar as ações de prevenção no Norte.
Ginecologia – A Sespa vai construir um local apropriado, já no próximo mês, na Unidade de Referência Especializada Materno Infantil (Uremia), para instalar o Centro Qualificador de Ginecologistas, que vai atuar em todo o Estado, mas inicialmente abrangendo logo a Região Metropolitana de Belém (RMB). Até o fim do ano, garante Michele Monteiro, esse centro vai colocar no mercado de trabalho doze profissionais treinados no tratamento de lesões precursoras do câncer e mama e do colo do útero.
Paralelamente, a coordenação estadual da Saúde da Mulher, que já trabalha em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), terá o apoio de movimentos sociais, que ficarão responsáveis em repassar informações precisas às mulheres dos cinco municípios que compõem a RMB (Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara do Pará).
Michele Monteiro disse ainda que todo o trabalho da Sespa vai ser feito em quatro etapas distintas, incluindo a aplicação do exame de rastreamento; identificação de casos; confirmação diagnóstica e tratamento. Além disso, a Sespa vai investir na implementação do Comitê Estadual de Controle do Câncer do Colo do Útero e em outros pontos considerados também importantes, como o uso do Siscolo nos contratos de gestão.
Durante o evento, que prossegue nesta sexta-feira (26), foi observado que o trabalho de base nos municípios tem que ser fortalecido para que possa evitar que as mulheres paraenses continuem sofrendo com os cânceres de colo de útero e de mama.
Demétrio Beltrão – Sespa






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