sábado, 27 de agosto de 2011

Pódio mundial

Quem subestimou Dilma Rousseff ao ser ungida pelo então presidente Luiz Lula da Silva para ser a sua sucessora deve estar, a essa altura, com uma espinha de peixe atravessada na garganta, depois de afirmar e reafirmar que a então chefe da Casa Civil não teria desenvoltura para concorrer a um cargo tão importante. Isso, na análise dos homens. Já as mulheres, principalmente as socialites, só veem o que vestem, sem se preocupar com o conteúdo das pessoas, principalmente a sua capacidade de administrar, ficando longe de reconhecer a então chefe da Casa Civil, despachando no quarto andar do Palácio do Planalto, onde já demonstrava a sua capacidade operacional em um ministério que é importante para alavancar a máquina administrativa de todo o governo.
Muitas, sem dúvida nenhuma, criticavam a sua forma de se vestir, principalmente por não usar roupas de grifes, que para muitas é a primeira pele. Certamente o que deve prevalecer nas pessoas é a sua capacidade, o conteúdo que cada uma carrega com o tempo e pela experiência acumulada, principalmente para quem assume uma posição executiva.
Dilma Rousseff, agora presidente da República, a número um do Brasil, foi nesta semana, quando a revista Forbes, uma das publicações mais reputadas na mídia mundial, ressaltou que ela entrou na história como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina, superando, nada menos que sete chefes de Estado, como, Sonia Gandhi, da Índia e a presidente da Argentina Cristina Kirchner, que ficou no 17º lugar. A brasileira foi para o pódio das poderosas, ficando atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel e Hil-lary Clinton, a secretária de Estado dos EUA, ou seja, em terceiro lugar. Sem dúvida nenhuma, é uma conquista significativa.
Moira Forbes, a presidente da Forbes, afirmou, logo depois de anunciar a lista, que a as escolhidas refletem os caminhos diversos e dinâmicos de hoje, na direção de assegurar poder às mulheres, “seja liderando uma nação ou definindo a pauta das questões críticas da época”.
A executiva da Forbes acrescentou ainda que “ao longo das múltiplas esferas de influência, essas mulheres alcançaram o poder por meio da conectividade, habilidade de construir uma comunidade ao redor de organizações que elas supervisionam, países que lideram, causas que encabeçam e marcas pessoais”.
Quem subestimou Dilma Rousseff, a essa altura deve estar arrependido, mas não é possível rebobinar a fita, que ficou arquivada na memória de um passado muito recente.

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