Escritora comemora prêmio inédito referente à produção textual selecionada pelo júri como a Melhor de Piracicaba
Foto: Del Rodrigues-tribunatp
- Ivana de Negri foi a única piracicabana premiada
A decisão do júri foi unânime ao escolher “A Magia das Casas Antigas” como a melhor crônica de um autor piracicabano do 1º Prêmio Escriba de Crônicas. O pseudônimo masculino – Rubem Álvares – premiou, na verdade, uma mulher, Ivana Maria França de Negri. A conhecida escritora da cidade participou também com “A Crônica Nossa de Cada Dia”. O prêmio de R$ 1.500 será entregue em evento solene do concurso no dia 22 de outubro, na Biblioteca Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto.
“Era um prêmio até então inédito. Já participei bastante do Prêmio Escriba, mas geralmente era como jurada”, conta Ivana, ainda empolgada com a notícia que recebeu já no sábado, 20, um dia após a definição de todos os 21 escritores da antologia em livro. A edição será gratuitamente distribuída para os vencedores do Prêmio Escriba de 2011 e ao menos um exemplar será destinado às bibliotecas de escolas e colégios de Piracicaba.
“A Magia das Casas Antigas” foi premiada devido ao português correto, a fluência do texto e quanto ao tema. “Escrevi sobre como casas antigas guardam memórias, quantas pessoas e emoções fazem parte da alma destes lugares”, explica a autora. Para ela, quanto mais antigas, mais mágicas são as casas, principalmente se escondem lendas. O musical da Broadway “O Fantasma da Ópera” foi citado como referência.
A inspiração, conta, foi corriqueira como uma crônica. “Escrevi há algum tempo e achei interessante para este concurso. Felizmente foi a escolhida!” Ivana ainda revela que o fazer crônica é um exercício constantemente discutido entre os membros de grupos literários da cidade, como o Clube Literário de Piracicaba (Clip) e o Grupo Oficina Literária de Piracicaba (Golp). “É escrever sobre o que acontece no dia a dia ou sobre aquilo que vivemos ou experimentamos.”
Critérios para definir todos os vencedores do 1º Prêmio Escriba de Contos também foram estabelecidos pelo júri de seleção. “São pressupostos literários sobre o gênero que necessariamente devem ser seguidos. A crônica, para ser aprovada, tem de ser enquadrada nos critérios”, contextualizou o jornalista Joaquim Maria Guimarães Botelho na sexta-feira, 19, durante o processo de escolha. Os outros jurados foram a consultora em produção e revisão de textos Sandra Regina Sanchez Baldessin, a professora Miriam Dànnibale e os jornalistas Erick Tedesco e Ronaldo Victoria.
Houve consenso geral para definir os três primeiros colocados e as sete menções honrosas. Ivana foi a única piracicabana premiada. “A participação dos piracicabanos foi grande, no entanto, pouco expressiva”, comentou Sandra.
Ricardo Fagundes Sangiovanni, de Salvador (Bahia), foi o primeiro colocado com “Futbol Gaudi”. A crônica faz uma bem humorada analogia entre o esporte e a arquitetura do catalão Antoni Gaudí pelas ruas de Barcelona. O segundo e terceiro lugares, respectivamente, são Paulo Virgilio D’Auria, de São Paulo, e Aruanã Bento Ramos da Costa, do Rio de Janeiro. Quanto às menções honrosas, o júri selecionou crônicas com temas diferentes. “Para deixar a leitura da antologia mais prazerosa”, destacou Botelho. |
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