quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cabo Verde e Guiné Bissau se reencontram no Brasil


Os nativos do arquipélago de Cabo Verde foram entreposto para os escravos enviados desde o continente africano até as Américas. Meio europeus, meio africanos, também receberam ladrões indesejáveis ao continente-império e foram cobaia para as experiências agrícolas coloniais. Por esses e outros motivos, os negros cabo verdianos têm pele mais clara. Cerca de 500 mil vivem nas ilhas africanas. O dobro do número se espalha pelo globo, feito diáspora tardia dos homens.

A independência do País, no entanto, aconteceu debaixo do mesmo contexto guineense. Nação continental e de cor muito negra, a Guiné Bissau viu o muitos do povo assassinados pelas lutas libertárias. Enquanto eram o mesmo país, Cabo Verde e Guiné Bissau não pelearam juntos pela conquista, mas a indiferença cabo verdiana não pausou a luta. Quando veio a vitória Guiné estava esfolada. Cabo Verde avançara educacional e financeiramente.

Detalhes históricos, como aferido por estudiosos africanistas como João Paulo Có, separam povos a priori. Faz deles propensos à formação de estereótipos. Nas novas conjecturas propiciadas pela empreitada América, a união entre Cabo e Guiné acontece nos dormitórios brasileiros, nas salas de aula universitárias e motivados pela solidão dos corpos estrangeiros. ”É mais cômodo estar entre iguais, mas nos encontramos por aqui”, admite Fernando, guineense.

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