BIENAL DO PORTO SANTO COM FILME DE MENDIETA
Jonal da Madeira
Uma das obras de grande destaque da 4.ª edição da Bienal do Porto Santo é a instalação de um filme de 8 mm “Untitled (Blood Sign#2/Body Tracks)” da autoria da artista cubana Ana Mendieta, que poderá ser visitada até ao fim do mês no núcleo da Casa Colombo - Museu do Porto Santo, e que foi temporariamente cedida pelo Museu Colecção Berardo.
Uma curta película que tem como protagonista a própria autora, «que pinta numa parede com os próprios pulsos duas curvas vermelhas convergindo para o espaço/ausência do seu próprio corpo», conforme refere uma nota do curador desta bienal, Manuel Pessôa-Lopes.
De acordo ainda com um texto do Museu Colecção Berardo, «Ana Mendieta frequentou nos anos 60 a Universidade de Iowa, onde sofreu a influência das novas manifestações artísticas, performance, arte conceptual e “body art”. Na impossibilidade de transmitir com a pintura o poder e a realidade que pretendia transferir para as suas obras, Ana Mendieta recorreu à utilização do seu corpo como instrumento e media para trabalhar questões como a condição humana, a identidade, o género e o lugar da mulher na sociedade e na arte. Os trabalhos dos primeiros anos de formação e experimentação, combinam performance, fotografia e vídeo. O seu trabalho artístico, as suas ideias políticas, sociais e feministas, foram intensamente influenciados pela experiência do exílio».
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